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Em “manifestação do silêncio”, jornalistas hondurenhos exigem justiça para colegas assassinados

Representando uma marcha fúnebre, dezenas de jornalistas hondurenhos marcharam com pelo menos 60 caixões simbólicos até o Ministério Público em Tegucigalpa para exigir justiça pelas mortes de jornalistas ocorridas nos últimos anos no país, informou o jornal local El Heraldo.

No protesto silencioso contra violações à liberdade de expressão, denominado “Manifestação do Silêncio”, os manifestantes mostraram em caixões de cartão branco os rostos de cada um dos mais de 60 jornalistas assassinados em Honduras desde 2003 por exercer sua profissão, publicou o portal lainformacion.com.

Pedimos que se reduza a impunidade e que sejam esclarecidos estes assassinatos, além de que se fortaleça ou crie uma unidade especializada de investigação dos crimes contra a liberdade de expressão”, declarou a El Heraldo a representante da organização defensora da liberdade de expressão C-Libre, Wendy Fúnez.

o diretor desta organização, Edy Tábora, disse que C-Libre registrou até a data 1.200 agressões contra a liberdade de expressão em Honduras, informou El Heraldo.

Tábora também declarou à agência AFP que, até a data, só seis dos 63 casos de jornalistas e trabalhadores de meios de comunicação assassinados desde 2003 foram julgados.

Segundo o relatório anual 2015 da Relatoria Especial para a Liberdade de Expressão da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), entre  2003 e 2014, foram registrados em Honduras 50 assassinatos de comunicadores e trabalhadores de meios. E durante o primeiro semestre de 2015, ao menos oito jornalistas foram mortos por motivos não esclarecidos ainda.

O documento da CIDH destaca que persiste “um alto risco” à vida e integridade de comunicadores que “exercem um jornalismo de denúncia e são críticos aos governos posteriores ao golpe de Estado de 2009”, sobretudo para os que practicam sua profissão nas zonas rurais de Honduras.

Nota do editor: Essa história foi publicada originalmente no blog de jornalismo nas Américas do Centro Knight, o predecessor do LatAm Journalism Review.

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