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Extradição de criminoso aos Estados Unidos deixa impune assassinato de jornalista no México

Um editorial publicado no jornal El Diario, de Ciudad Juárez, denuncia que as autoridades mexicanas deixaram impune o assassinato de um de seus jornalistas, cometido em 2008.

José Antonio Acosta Hernández, conhecido como ‘El Diego’, líder do cartel de Juárez, confessou sua participação em 1.500 assassinatos no México, entre eles, o do jornalista Armando Rodríguez Carreón, “El Choco”, ocorrido em novembro de 2008 nesta cidade que faz fronteira com o Texas, de acordo con o site Al Margen. Em vez de ser julgado, entretanto, o suspeito foi extraditado do México para os EUA, onde recebeu uma pena de prisão perpétua por tráfico de drogas, lavagem de dinheiro, associação ilícita e pelo assassinato de três norte-americanos, sendo um deles uma funcionária consular, em Ciudad Juárez, informou a agência de notícias AFP na quinta-feira, 5 de abril.

“A resolução de centenas de assassinatos de alto impacto que eram atribuídos a ‘El Diego’ nesta cidade ficarão no limbo da impunidade para prejuízo de milhares de vítimas”, denunciou o editorial do El Diario de domingo, 8 de abril.

Além do suposto assassino não poder ser julgado no México, o jornal adverte que outros milhares de homicídios podem ficar impunes, ja que, segundo explicou o governo federal do México, o homicídio não está catalogado como crime na Lei Federal contra o Crime Organizado, de modo que os assassinatos devem ser resolvidos a nível local ou estadual.

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