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Governo do Equador proíbe jornalista de sair do país para testemunhar na Corte Interamericana

O jornalista Wilson Cabrera, proprietário de uma rádio comunitária fechada pelo governo do Equador, foi proibido de viajar para os Estados Unidos por uma ordem judicial, informou o El Universo.

Cabrera participaria da assembleia da Corte Interamericana de Direitos Humanos, em Washington, mas, ao tentar embarcar para os EUA, no aeroporto de Quito, foi informado pelas autoridades migratórias do Equador de que estava proibido de deixar o país, por conta de uma suposta ordem judicial, acrescentou o El Comercio.

De acordo com as leis migratórias do Equador, os cidadãos podem ser proibidos de sair do país quando sofrem processos judiciais, mas o El Universo não encontrou registro de ações contra o jornalista.

Cabrera era dono da emissora de rádio La Voz de la Esmeralda Oriental Canela, na cidade de Macas, Sul do Equador, fechada pelo governo em abril de 2011. O jornalista iria a Washington para denunciar ataques à liberdade de expressão na província de Morona Santiago.

No entanto, os diretores do jornal El Universo, assim como os jornalistas investigativos Cristian Zurita e Juan Carlos Calderón, todos alvos de processos no Equador, conseguiram sair do país para participar da assembleia da CIDH, segundo o El Universo.

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