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Suspeito de matar jornalista mexicana diz ter confessado o crime sob tortura

O suspeito preso pelo assassinato da jornalista mexicana Regina Martínez disse ter sido torturado para confessar o crime e voltou atrás, informaram profissionais de imprensa do estado de Veracruz ao Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ).

No fim do mês passado, a promotoria daquele estado anunciou a prisão do assassino da jornalista, que teria sido morta em um assalto. Antes, as autoridades estaduais já haviam levantado a possibilidade de a profissional da revista Proceso ter sido vítima de um crime passional.

O repórter da revista Proceso Jorge Carrasco, que investiga a morte da colega, disse que as autoridades de Veracruz nunca consideraram a atuação jornalística da vítima, segundo a rádio Ibero.

A única evidência apresentada contra o suspeito foi a confissão dele, sem menções a provas colhidas na cena do crime, de acordo com o CPJ.

Diversas organizações jornalistas do México exigiram que as autoridades de Veracruz apresentem as provas do crime que descartem a atuação profissional da jornalista como motivo.

Veracruz é considerado o lugar mais perigoso para os jornalistas mexicanos. Desde 2011, nove profissionais foram assassinados no estado. Organizações internacionais pressionam o governador de Veracruz para solucionas os crimes contra jornalistas. Os parlamentares aprovaram uma iniciativa de reforma constitucional para criar a Comissão Estadual para a Atenção e Proteção de Jornalistas, segundo o Milenio.

Nota do editor: Essa história foi publicada originalmente no blog Jornalismo nas Américas do Centro Knight, o predecessor do LatAm Journalism Review.

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