O jornalista Paulo Beringhs, apresentador de um programa de notícias na TV Brasil Central, mantida pelo governo de Goiás, declarou ao vivo que a emissora recebeu ordens para não entrevistar o candidato a governador Marconi Perillo (PSDB), como relata o Portal Imprensa. Segundo o jornalista, a ordem teria partido do candidato adversário no segundo turno Iris Rezende (PMDB), apoiado pelo governador Alcides Rodrigues (PP). Beringhs afirmou que Rezende também foi convidado para a entrevista mas cancelou sua participação, e que seu grupo tem "tradição de censurar a imprensa", repercute a Folha de S. Paulo.
A demissão da psicanalista Maria Rita Kehl da função de colunista de O Estado de S. Paulo, depois de ter escrito um artigo sobre a “desqualificação” dos votos dos pobres no Brasil, gerou grande repercussão e acusações de censura ao jornal, como relata o Terra Magazine.
Laureano Márquez será um dos jornalistas a receber em novembro o Prêmio Internacional de Liberdade de Imprensa do Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ), por ter “arriscado sua liberdade e segurança para reportar a verdade como ele a vê em seu país”.
O projeto de Lei contra o Racismo e Toda Forma de Discriminação, defendido pelo presidente Evo Morales, foi alvo de passeatas de jornalistas em 11 cidades da Bolívia na sexta-feira, 1o de outubro, noticiam os jornais Los Tiempos e La Prensa. Em Potosí, jornalistas e veículos de comunicação fizeram uma greve de 24 horas, deixando a cidade sem informações, diz o matutino La Patria.
No confuso episódio que começou como um protesto de policiais e militares e terminou no que o presidente Rafael Correa qualificou como uma tentativa de golpe de estado, os meios de comunicação equatorianos cobriram a confusa informação que receberam através das fontes oficiais do governo, reportou El Mundo.
O acirramento da disputa eleitoral nos últimos dias provocou manifestos de diversos setores da sociedade sobre questões envolvendo a liberdade de expressão e o comportamento dos meios de comunicação, observa a revista Carta Capital.
Às vésperas das eleições para o Executivo e o Legislativo no Brasil, em 3 de outubro, entidades relacionadas à imprensa e à defesa da liberdade de expressão divulgaram documentos apontando ameaças a esse direito no país.
Trinta policiais militares armados com fuzis tentaram impedir a distribuição da revista Veja este fim de semana no Estado do Tocantins, noticiou o jornalista Reinaldo Azevedo em seu blog.
A coligação de Beto Richa, candidato ao governo do Paraná pelo PSDB, conseguiu liminares na Justiça Eleitoral para suspender a divulgação de pesquisas de intenção de votos do Vox Populi, solicitada pela Band; do Datafolha, encomendada pela Folha de S. Paulo; e do Ibope, pedida pela RPCTV, informaram o Terra e o iG. As pesquisas estavam devidamente registradas na Justiça Eleitoral e seguiam a mesma metodologia de outras divulgadas anteriormente, dizem os sites. As multas estipuladas em caso de descumprimento da decisão chegam a R$ 200 mil, informou A Gazeta do Povo.
Uma liminar do Tribunal Regional Eleitoral do Tocantins proíbe 84 meios de comunicação de divulgar notícias sobre uma investigação do Ministério Público de São Paulo envolvendo o governador do Tocantins e candidato à reeleição, Carlos Gaguim (PMDB), informou o jornalista Reinaldo Azevedo em seu blog. A campanha de Gaguim fez uma representação na Justiça Eleitoral reclamando do uso de material jornalístico com fins políticos por um candidato adversário.
O Google lançou esta semana uma ferramenta digital desenvolvida para rastrear atos de censura ao redor do mundo, informam a agência EFE e o site IDG Now.
O Centro Knight para o Jornalismo nas Américas organizou um mapa da censura aos meios de comunicação no Brasil no período que antecede as eleições de 3 de outubro para presidente, governadores, senadores e deputados federais, estaduais e distritais.