Para o aniversário de 129 anos do El Espectador e antecipando a assinatura do acordo de paz, há muito aguardado, entre o governo e as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), o jornal colombiano está perguntando a seus leitores quem irão perdoar.
Após quase 17 anos, o assassinato do jornalista e humorista colombiano Jaime Garzón foi identificado como crime de Estado pela Procuradoria da Colômbia, pela participação que tiveram membros do Exército e do extinto Departamento de Inteligência (conhecido como DAS), em conjunto com um grupo criminoso.
O primeiro grupo de bolsistas da iniciativa Adelante, da International Women’s Media Foundation (IWMF), foi selecionado e se prepara para viajar para a Colômbia e a fronteira entre México e Estados Unidos.
É possível que nunca tenha se falado tanto de paz nos meios de comunicação da Colômbia como em 2015, quando o governo e as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) avançaram em suas negociações para por fim ao conflito armado de mais de 50 anos. Contudo, isso não representou uma diminuição nos constantes ataques à liberdade de imprensa no país.
Um tribunal colombiano condenou um homem a prisão pelo assassinato do jornalista Luis Carlos Cervantes, ocorrido em agosto de 2014 em Tarazá, estado de Antioquia.
Por meio de um editorial publicado nesta quinta (21 de janeiro), o jornal El Colombiano, um dos mais importantes e tradicionais do país, aceitou um caso de plágio da editora de internacional, Diana Carolina Jiménez, e assegurou que após a revisão do caso, a jornalista já não faz mais parte da equipe.
A violência fatal contra jornalistas na América Latina continuou em crescimento em 2015, e o Brasil foi destaque na lista dos países mais mortais para jornalistas, preparada pelo Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ na sigla em inglês), ocupando o terceiro lugar no mundo todo.
Seis anos depois do escândalo das ‘chuzadas’ (interceptações ilegais feitas pela antiga Agência de Inteligência colombiana a jornalistas) chocar o país, seu fantasma volta a aparecer. Nas últimas semanas foram reveladas informações sobre supostos atos de corrupção e abuso no interior da Polícia Nacional, que incluem a perseguição e interceptação ilegal de comunicações de vários jornalistas.
O Relator Especial para a Liberdade de Expressão da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), Edison Lanza, participou em uma conferencia em Bogotá, Colômbia, para dialogar com representantes de diferentes organizações internacionais preocupadas com a concentração de meios nas Américas.
O blogueiro brasileiro e repórter de rádio Orislandio Timoteo Araújo foi morto a tiros no dia 21 de novembro enquanto conduzia uma moto com sua esposa em in Buruticupu, no estado do Maranhão. Ele é o terceiro jornalista assassinado no nordeste do Brasil este mês.
Durante os dias 18 e 19 de novembro, especialistas do mundo se reuniram em Bogotá, Colômbia, para debater sobre a situação dos meios de comunicação, sua legislação, sua concentração de propriedade e/ou controle, e seu impacto na liberdade de expressão e no exercício do jornalismo.
O caso do jornalista colombiano Nelson Carvajal, assassinado em 16 de abril de 1998, foi admitido na Corte Interamericana de Direitos Humanos (Corte IDH) no dia 22 de outubro pela Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH).