Um ano depois do golpe que depôs o presidente Manuel Zelaya, Honduras é um dos países mais perigosos do mundo para jornalistas, afirma o Instituto Internacional da Imprensa (IPI, pela sigla em inglês), em um artigo que relata os assassinatos de profissionais da imprensa no país em 2010.
Luis Arturo Mondragón, diretor de notícias de um canal a cabo em Honduras, morreu na noite de segunda-feira após ser baleado por dois homens na cidade de El Paraíso, a leste da capital, informou a AFP.
A jornalista Karol Cabrera, apresentadora de programas polêmicos no rádio e na televisão em Honduras e defensora do golpe que depôs o presidente Manuel Zelaya, acaba de deixar o país com seus dois filhos rumo ao Canadá, onde será recebida como asilada política, informaram os jornais El Tiempo e La Prensa.
Ao que parece, o assassinato do jornalista David Meza Montesinos não seguirá impune. Após semanas de investigações, o Ministério Público apresentou uma ordem de prisão contra quatro pessoas acusadas do crime cometido em março, informaram a Radio América e o jornal El Heraldo.
O ministro de Segurança de Honduras, Oscar Álvarez, enviou ao Congresso um relatório sobre o assassinato de dez comunicadores no país, sete deles ocorridos este ano , informou o jornal El Heraldo.
O jornalista Tim Padgett relata em uma matéria na revista Time que dois atiradores balearam Lucas Manzanares, assistente do editor de um dos principais jornais de Honduras. Embora ele e sua esposa tenham escapado com vida, sua filha e sua neta foram mortas no atentado, no dia 8 de maio.
Especialistas em direitos humanos das Nações Unidas pediram ao governo de Honduras que tome medidas urgentes a respeito da situação de crescente vulnerabilidade enfrentada pelos jornalistas no país, onde sete profissionais da imprensa foram assassinados desde 1º de março, informaram as agências AFP e EFE.
O ministro de Segurança Pública, Óscar Alvarez, rejeitou as denúncias feitas por organizações como a Anistia Internacional apontando a existência de um grupo organizado que promove ataques para silenciar a imprensa hondurenha, informou o jornal El Mundo.
O secretário de Segurança de Honduras, Óscar Álvarez, disse que a polícia está prestes a solucionar dois dos sete assassinatos de comunicadores ocorridos nos últimos dois meses, entre eles o crime que matou, na semana passada, o jornalista de televisão Jorge “Georgino” Orellana, informou o diário La Prensa.
A Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP, na sigla em espanhol) publicou um comunicado em quase 400 jornais das Américas convidando os leitores a assinarem uma carta ao presidente de Honduras, Porfirio Lobo Sosa, pedindo ações urgentes para deter a violência contra jornalistas hondurenhos. Desde o dia 1º de março, seis jornalistas e um locutor de rádio foram mortos no país.
O presidente de Honduras, Porfirio Lobo, pediu ajuda a países como Espanha e Colômbia na investigação dos crimes cometidos nos últimos dois meses contra seis jornalistas e um locutor de rádio no país, informou o jornal El Heraldo.
O jornalista Jorge Orellana, conhecido como Georgino, foi assassinado a tiros na noite de terça-feira, 20 de abril, ao sair do Canal de Televisión Honduras, onde dirigia o programa "En vivo con Georgino", na cidade de San Pedro Sula, informou o jornal El Tiempo.