O recente assassinato de María del Rosario Fuentes Rubio, uma médica e jornalista cidadã conhecida no Twitter por suas informações sobre a atividade do cartel no norte do México, abalou jornalistas que trabalham em redes de notícias cidadãs na região do estado de Tamaulipas.
Quando se trata de política, os 100 jornalistas colombianos com mais relevância e seguidores no Twitter compartilham abertamente suas opiniões e estão cada vez mais dispostos a incluir links que conduzem a sites além dos próprios veículos onde trabalham. A revelação foi feita por um estudo apresentado pela Universidade do Texas em Austin durante a mais recente conferência anual da Association for Education in Journalism and Mass Media (AEJMC) realizada em Montreal.
A indústria de jornais pode estar em declínio, mas o seu número de seguidores no Twitter, não. Entre os jornais principais da América Latina, publicações venezuelanos e colombianos têm o maior número de seguidores no Twitter, de acordo com a nossa pesquisa recente, que incluiu uma amostra dos principais jornais da região.
A Fundação Andina para a Observação Social e Estudo de Mídia (Fundamedios, em espanhol) enviou uma carta ao Twitter condenando sua atitude passiva por aceitar retirar da rede social informação pública sobre o presidente equatoriano Rafael Correa. Twitter retirou a informação de seu serviço por causa de denúncias feitas nos últimos meses pela empresa espanhola Ares Rights, que atualmente está trabalhando para o governo equatoriano.
Com a meta de evitar a censura e autocensura presente nos meios venezuelanos desde os protestos que começaram em fevereiro deste ano, um grupo de profissionais latino-americanos desenvolveu um projeto pelas redes sociais que oferece notícias sobre a situação do país.
O presidente venezuelano Nicolás Maduro propôs em 18 de março durante seu novo programa de rádio e televisão a criação de um encontro de tuiteiros latino-americanos e caribenhos em Caracas, publicou a Venezolana de Televisión (VTV).
Após fechar por nove meses, o site de notícias em inglês The Nicaragua Dispatch voltou à Internet como a primeira plataforma jornalística com conteúdo principalmente produzido por blogueiros comunitários.
Em 12 de fevereiro, os violentos protestos em Caracas resultaram na morte de três pessoas. Algumas testemunhas enviaram vídeos e fotografias dos eventos ao jornal Últimas Noticias, que rapidamente publicou o material online. A gravação mostra forças policiais uniformizadas e pessoas com roupas de civis disparando contra manifestantes, uma versão dos fatos bastante distinta da apresentada pelos meios estatais.
Há dois meses, o governo mexicano comprou 14 páginas da revista Time. Hoje, o presidente Peña Nieto vai ser capa da edição internacional da publicação com o título "Salvando o México"— uma escolha editorial que tem gerado controvérsia e acusações de venda de publicidade ao governo mexicano.
O governo de Nicolás Maduro continua reprimindo os veículos de notícias na Venezuela. Uma semana depois de cortar o sinal da emissora NTN24 enquanto transmitia ao vivo os protestos e de revogar a permissão de trabalho de jornalistas da CNN, o governo venezuelano, segundo confirmou o Twitter a BBC Mundo, está bloqueando as imagens publicadas no microblog no país. Logo depois de ter o sinal cortado, a NTN24 afirmou que sua conta de Twitter havia sido hackeada.
A jornalista de Oaxaca Sofía Valdivia disse estar sendo investigada pela Procuradoria Geral da República (PGR) por publicar em sua conta do Twitter sobre a suposta reaparição de um grupo criminoso na região, de acordo com o Animal Político.
O site Clases de Periodismo publicou esta semana um guia gratuito para jornalistas e comunicadores interessados em trabalhar com redes sociais.