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Após o desaparecimento de 17 jornalistas no México, organizações internacionais exigem resposta das autoridades

As organizações internacionais Repórteres Sem Fronteiras, Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ) e Casa dos Direitos dos Jornalistas no México exigiram das autoridades mexicanas a investigação do desaparecimento de jornalistas do país, incluindo o do repórter e fotógrafo Miguel Morales Estrada, desaparecido desde o dia 19 de julho, na cidade de Poza Rica, no estado de Veracruz.

Em 2012, foram registrados outros casos de jornalistas desaparecidos no México: Federico Manuel García Contreras,, no estado de San Luis Potosí, e Zane Alejandro Plemmons Rosales, no estado fronteiriço de Tamaulipas. A Casa dos Direitos dos Jornalistas no México também registra ainda o desaparecimento do jornalista Óscar Díaz Peniche, de 72 anos, visto pela última vez no dia 16 de julho, na cidade de Cancún.

Segundo o jornalista mexicano Teodoro Rentería, há 17 jornalistas mexicanos desaparecidos. Ele destaca que, em nenhum dos casos, foi pedido um resgate.

A Fundação para a Liberdade de Expressão (Fundalex) destaca que apenas no estado de Veracruz, há quatro jornalistas desaparecidos. Veracruz é considerado o lugar mais perigoso para a imprensa no México. O primeiro desaparecimento em Veracruz, no Leste do país, foi registrado em 2003, de acordo com a Fundalex. Até hoje, se ignora o paradeiro dos profissionais Jesús Mejía Lechuga, do noticiário A Primera Hora, da cidade de Martínez de la Torre, Evaristo Ortega Zárate, do semanário Espacio de Colipa, Gabriel Manuel Fonseca, do diário El Mañanero de Acayucan, e de Morales Estrada, informou o jornal Imagen del Golfo.

"Uma investigação completa e efetiva enviaria um sinal para a sociedade e a imprensa de Veracruz de que as autoridades têm a intenção de proteger o direito à liberdade de expressão", disse, em comunicado, Carlos Lauría, coordenador sênior do programa das Américas do CPJ.

Nota do editor: Essa história foi publicada originalmente no blog Jornalismo nas Américas do Centro Knight, o predecessor do LatAm Journalism Review.

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