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Escritores condenam assassinatos e agressões contra jornalistas no México

“México é o país onde há assassinatos, mas não há assassinos”, disse o poeta mexicano Homero Aridjis para protestar pela impunidade que rege os crimes contra jornalistas, durante um evento convocado pela organização internacional de escritores PEN Club na Ciudad de México no domingo, 29 de janeiro.

Junto a ele, centenas de escritores, repórteres e defensores da liberdade de expressão condenaram os 77 assassinatos de jornalistas no México desde 2000, assim como o desaparecimento de três repórteres e os ataques com explosivos contra veículos de comunicação no país, informou a agência Proceso.

delegação internacional foi recebida pelo embaixador americano no México, Anthony Wayne, e também participaram do encontro o escritor americano Russell Banks e o canadense John Ralston Saul, presidente do PEN Club, de acordo com Voz de América.

Dezenas de escritores estrangeiros assinaram uma nota para reconhecer a bravura dos jornalistas mexicanos e cobrar do governo mexicano esclarecimentos sobre os crimes cometidos contra jornalistas e punição aos responsáveis, repercutiu o site SDP Noticias.

documento publicado no jornal El Universal foi assinado por ganhadores do Prêmio Nobel como o peruano Mario Vargas Llosa, o turco Orhan Pamuk, os sul-africanos J.M. Coetzee e Nadine Gordimer, a americana Toni Morrison e o nigeriano Wole Soyinka, além de outros autores como o chileno Antonio Skármeta, o argentino Ricardo Piglia e a espanhola Almudena Grandes.

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