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Jornalista cubano lança livro digital sobre censura no país

Julio San Francisco, um dos jornalistas participantes do Movimento Cubano de Jornalismo Independente, narra a criação e o fim da primeira agência de notícias privada e independente da ilha, Havana Press, em um livro digital.


A agência durou apenas um ano devido a pressões do regime cubano, que ameaçava os jornalistas com 30 anos de prisão
, lembra o jornalista Julio San Francisco, exilado na Espanha desde 1997.

Até o momento, Cuba é o país com o maior número de exílios forçados de jornalistas em 2011.

Julio San Francisco estima que atualmente existem cerca de 50 organizações de jornalismo independente em Cuba. Carta de Cuba, por exemplo, é um projeto sem fins lucrativos que opera a partir de Porto Rico e de Miami, e que difunde o trabalho de jornalistas independentes dentro e fora de Cuba.

O fim da Havana Press, em outubro de 1997, teve influências de situações como grupos de policiais portando armas pesadas que passavam dias inteiros perto da sede da agência, e também ligações a cada 21 minutos para a casa de San Francisco durante mais de 40 dias. "Prenderam-nos várias vezes; detiveram Rafael Solano em oito ocasiões durante mais de um ano", disse o jornalista à agência EFE.

San Francisco lembra que a primeira notícia transmitida pela agência foi a morte de sua mãe, falecida em Havana pela falta de um medicamento para controlar sua pressão arterial.

Essa informação era considerada subversiva porque denunciava que, em Cuba, uma pessoa podia morrer pela falta de medicamentos, segundo narra San Francisco, que já publicou oito livros na internet.

Em sua curta existência, a agência Havana Press foi pioneira ao enviar às emissoras de Miami e Flórida notícias ocultadas pelo governo cubano.

O livro de 375 páginas, intitulado "Notas para o Estudo do Movimento Cubano de Jornalismo Independente", está disponível por $ 5 na loja virtual Lulu.

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