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Justiça peruana diminui penas de responsáveis por assassinato de jornalista em 1992

Por Liliana Honorato

A Justiça do Peru decidiu diminuir as penas de vários membros de um grupo de extermínio que atuava nos anos 1990 no país, o Grupo Colina, anulando condenações por crime contra a humanidade em vários casos, incluindo o assassinato do jornalistas Pedro Yauri, informou a BBC Mundo.

A diminuição da pena, de 25 para 20 anos de prisão, de diversos condenados, entre eles Vladimiro Montesinos, ex-assessor do ex-presidente Alberto Fujimori, foi justificada pela Suprema Corte do Peru da seguinte forma: “Nem todo crime contra os direitos humanos é um crime contra a humanidade", informou o La Nación.

A decisão foi imediatamente criticada por defensores dos direitos humanos, pois “incentiva a impunidade" no Peru, segundo a secretária executiva da Coordenadoria Nacional de Direitos Humanos, Rocío Silva Santisteban, acrescentou o La Primera.

A impunidade é de fato um grave problema no Peru. No dia 10 de maio, por exemplo, a Justiça peruana absolveu um ex-prefeito e um assessor dele do assassinato do jornalista Alberto Rivera Fernández, em 2004. A decisão também foi muito criticada na época.

A família do jornalista Yauri, morto em 1992, manifestou sua indignação com a decisão da Justiça, acrescentou o La República.

Até o presidente do Peru, Ollanta Humala, disse que a Procuradoria vai apelar da decisão, segundo o Perú21.

Nota do editor: Essa história foi publicada originalmente no blog Jornalismo nas Américas do Centro Knight, o predecessor do LatAm Journalism Review.

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