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Oaxaca é o estado mexicano com mais agressões contra mulheres jornalistas, aponta pesquisa

A agência de Comunicação e Informação para a Mulher Associação Civil (CIMAC) apresentou um informe sobre a violência contra as mulheres jornalísticas no México, no qual detalha os tipos de agressores, as formas de violência, idade e estado civil das jornalistas agredidas, bem como o tipo de função e veículo para o qual trabalhavam.

O informe foi apresentado na quinta-feira, 15 de agosto, na cidade de Oaxaca, pelas jornalistas Lydia Cacho e Sanjuana Martínez, que foram vítimas de agressões em suas investigações jornalísticas.

O informe destaca que Oaxaca,  no sul do México, ocupa o primeiro lugar, com 20 agressões contra mulheres jornalistas. Acrescenta ainda que a maioria das agressões é cometida por funcionários públicos e que em muitos casos acontecem na forma de processos e assédio judicial.

No entanto, as intimidações também incluem ameaças contra os filhos das jornalistas, campanhas de desprestígio, agressões físicas, psicológicas e assédio sexual. Em sua maioria, as jornalistas agredidas realizavam investigações sobre atos de corrupção, eram repórteres e trabalhavam para um jornal.

O informe lista um total de 94 agressões impunes contra mulheres jornalistas no México, incluídos 10 assassinatos e um desaparecimento forçado, no período de 2002 a 2011.

Nota do editor: Essa história foi publicada originalmente no blog de jornalismo nas Américas do Centro Knight, o predecessor do LatAm Journalism Review.

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