Da Argentina à Costa Rica e ao México, pequenos veículos de comunicação estão construindo sua própria infraestrutura digital em busca de autonomia, segurança e sobrevivência.
Uma iniciativa global da IWMF está ajudando três veículos de comunicação latino-americanos a desenvolver protocolos de segurança para jornalistas mulheres que enfrentam não apenas conflitos, mas também ataques misóginos que levam muitas a abandonar a profissão.
Com militares lançando suspeitas sobre a imprensa e pressionando pela revelação de fontes, jornalistas hondurenhos recorrem a parcerias — e coletes à prova de balas — para cobrir as eleições.
Apesar de um novo relatório da organização Voces del Sur ter registrado menos ataques contra a imprensa em 2024, a liberdade de imprensa não está melhorando. A violência e o assédio persistem e cada vez mais jornalistas recorrem à autocensura ou ao exílio.
A LJR apresenta cinco podcasts que abordam temas que impactam o jornalismo, desde ameaças à liberdade de imprensa até a revolução digital.
Conhecida como Puma, a rede de mais de 90 jornalistas ambientais busca consolidar o trabalho em equipe da Mongabay ao longo de mais de oito anos na região. Há planos de colaboração em desafios comuns, como a crise de financiamento, as ameaças de grupos criminosos e a censura por parte de interesses poderosos.
Em um cenário de crescente violência contra a imprensa mexicana, nove veículos de diferentes regiões do país aprenderam a desenvolver protocolos personalizados de segurança física, digital e patrimonial, adaptados às suas realidades específicas, como parte do programa Redações Mais Seguras (R+S), uma iniciativa da SIP e da Google News Initiative.
Participantes de uma reunião intersetorial na Cidade do México enfatizaram a importância da colaboração, de uma comunidade global, da alfabetização digital e do apoio público ao jornalismo.
O Equador tem um mecanismo de proteção a jornalistas estabelecido legalmente que não conta com recursos para ser plenamente funcional. À medida que a violência aumenta no país, em particular contra a imprensa, o recente anúncio do governo de não aprovar recursos para este ano e o próximo acendeu ainda mais os alarmes sobre como melhorar a segurança de profissionais de mídia no país.
Diretores de El Faro (El Salvador) e Confidencial (Nicarágua) enfatizaram que a avaliação de riscos, a confiança total entre editores e repórteres, a proteção legal e o apoio psicológico são elementos fundamentais para preservar o bem-estar e a segurança de suas equipes em ambientes de assédio, ameaças e criminalização.
A ligação entre a liberdade de imprensa e os desafios enfrentados pelo planeta, incluindo a mudança climática, é o tema do Dia Mundial da Liberdade de Imprensa deste ano. Sob o lema "Uma imprensa para o planeta: O jornalismo diante da crise ambiental", neste 3 de maio acontecem discussões sobre como garantir o exercício jornalístico de profissionais que cobrem temas socioambientais, assim como estratégias para enfrentar a desinformação e o negacionismo da mudança climática.
A Rede Tejiendo Historias, um projeto do meio de comunicação digital Agenda Propia, está trabalhando em um protocolo de segurança para jornalistas e comunicadores que fazem reportagens em territórios indígenas na América Latina. Ele se baseia em dois manifestos que a rede elaborou para chamar a atenção para os riscos que enfrentam ao fazer reportagens.