Em uma audiência pública na Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) realizada nesta terça-feira, 27 de março, organizações de jornalistas apontaram 2011 como um dos piores anos para a imprensa na Venezuela, com o aumento de agressões a repórteres e aos meios de comunicação, informou a AFP.
Em clima de disputa eleitoral, o presidente Hugo Chávez condenou neste sábado, 24 de março, supostas agressões cometidas por opositores a comunicadores do Sistema Nacional de Meios Públicos (SNMP) , informou o portal da Assembleia Nacional.
Associações de imprensa divulgaram comunicados com críticas à decisão judicial que obriga os veículos de comunicação da Venezuela a incluir informes técnicos oficiais ao informar sobre uma suposta contaminação da água potável na região central do país.
A sete meses da votação que definirá a presidência do país para os próximos seis anos, os ataques à imprensa têm se intensificado na Venezuela, denunciou a organização Repórteres Sem Fronteiras.
Na última quinta-feira, 15 de março, uma entrevista ao vivo da Globovisión foi interrompida de forma violenta por membros do conselho comunitário da região de Isla de la Culebra, no estado de Carabobo, segundo informações do Sindicato Nacional de Jornalistas de Caracas.
Na última quinta-feira, 15 de março, uma jornalista venezuelana foi ameaçada de sequestro publicamente enquanto transmitia por rádio e televisão um programa ao vivo no estado Anzoátegui, informou o site Noticiasdeaquí.net.
No último domingo, 11 de março, o coletivo La Piedrita fez uma manifestação na entrada da emissora Globovisión, crítica ao governo de Hugo Chávez, para exigir a investigação das mortes de dois de seus militantes em um conflito armado ocorrido em um bairro de Caracas no sábado, informou o jornal El Universo.
O jornalista Nelson Bocaranda denunciou um suposto plano de desprestígio contra jornalistas que comentam controversos acontecimentos políticos ocorridos na Venezuela, informou a rede International Freedom of Expression Exchange (IFEX) na segunda-feira, 12 de março.
A organização Repórteres sem Fronteiras (RSF) retirou a Venezuela da lista de países “sob vigilância”, na qual o país era mantido pelas dúvidas em relação à liberdade de uso da internet, informa a BBC Mundo.
O locutor do programa "Ponto e vírgula", Adolfo Superlano, solicitou proteção ao Ministério Público por se sentir ameaçado e temer ser alvo de agressões físicas de funcionários do governo do estado de Barinas, sudoeste da Venezuela, informou a rede International Freedom of Expression Exchange (IFEX) na sexta-feira, 9 de março.
A jornalista Laure Nicotra denunciou o cancelamento arbitrário do programa de notícias que apresentava há cinco anos no Canal 7-Telellano, no estado de Barinas, sudoeste da Venezuela, informou a Associação Nacional de Jornalistas de Caracas.
Uma repórter da Globovisión contou que foi ameaçada de morte junto com colegas de equipe enquanto cobria ataques de partidários do presidente Hugo Chávez contra a comitiva do candidato de oposição, Henrique Caprilles Radonski, em Cotiza, bairro da capital Caracas, informou o site da emissora televisiva.