Johnny Lucas complementa seu trabalho no jornalismo vendendo flores para ganhar um salário mínimo. Seu caso reflete o de muitos jornalistas equatorianos que assumem múltiplos empregos para sobreviver em condições precárias.
Um novo relatório revela que muitos jornalistas no Equador ganham abaixo do salário mínimo. Para sobreviver, eles fazem malabarismos com outros trabalhos, criam seus próprios veículos de comunicação ou abandonam a profissão.
Na região fronteiriça entre Equador e Colômbia, onde o jornalista Patricio Aguilar foi assassinado no mês passado, a violência, a precariedade e a falta de proteção do Estado estão levando os jornalistas à autocensura ou ao abandono da profissão, agravando o vazio de informações na região.
Programas de sátira online, como "El Pulso de la República", do México, ou "La Pulla", da Colômbia, estão ganhando crescente visibilidade e agitando o debate público em seus países, ao mesmo tempo em que preenchem um vazio de críticas sociopolíticas deixado pelos meios tradicionais, segundo um novo livro.
O fenômeno de jornalistas no exílio não é novo, de acordo com a relatora da ONU para a liberdade de expressão, Irene Khan. No entanto, o aumento nos últimos anos gera preocupação e a necessidade de que Estados e sociedade civil se unam para oferecer ajuda. Organizações latino-americanas estão aderindo a esse apelo.
O Equador tem um mecanismo de proteção a jornalistas estabelecido legalmente que não conta com recursos para ser plenamente funcional. À medida que a violência aumenta no país, em particular contra a imprensa, o recente anúncio do governo de não aprovar recursos para este ano e o próximo acendeu ainda mais os alarmes sobre como melhorar a segurança de profissionais de mídia no país.
Casos de espancamentos, agressões e ofensas de torcedores contra jornalistas têm se multiplicado em muitos países da América Latina. Por trás dos ataques, podem estar novos códigos de conduta entre torcedores violentos e uma intolerância profunda à diferença.
Dois meses após homens armados invadirem os estúdios da TC Televisión em Guayaquil, no Equador, os experientes jornalistas do canal têm buscado várias formas de apoio psicológico. Uma delas é um novo programa de apoio psicossocial da Fundamedios, baseado em terapias holísticas, técnicas de resiliência e saberes ancestrais.
Este ano marca o 11º aniversário do assassinato do jornalista equatoriano Fausto Valdiviezo. Seu irmão e especialistas acreditam que o caso não foi solucionado devido à falta de investigação por parte das autoridades pelo fato de ele ser jornalista.
De acordo com uma pesquisa realizada no Equador, o jornalismo na América Latina é uma profissão com fatores de risco psicossociais invisibilizados, uma situação que foi agravada pela pandemia de COVID-19. O pesquisador principal e quatro jornalistas falaram sobre como lidam com essa realidade em seu trabalho diário.
Uma figura-chave tanto no jornalismo quanto na política equatoriana, 'Don Villa' conquistou sua reputação através de um jornalismo investigativo destemido, abrindo caminho para condenações de alto perfil que incluíram o ex-presidente Rafael Correa. Sua mistura de ativismo com rigor jornalístico motivou diferentes respostas, desde admiração até críticas .
Investigatour Amazônia, uma iniciativa criada pelo Convoca no Peru e replicada pela Fundamedios no Equador, busca incentivar a formação de jornalistas das regiões amazônicas em temas como jornalismo de dados, narrativas digitais e segurança, para que possam realizar investigações aprofundadas sobre crime organizado e conflitos ambientais enfrentados por suas comunidades.