Em 2011, foram registrados 172 ataques contra a imprensa mexicana, entre eles nove assassinatos - contra 155 casos em 2010, segundo relatório da organização Artigo 19. O documento, intitulado Silêncio Forçado, o Estado cúmplice da violência contra a imprensa, destaca que mais da metade dos ataques foi cometidas por servidores públicos, segundo o revista Proceso.
A maioria das agressões contra a imprensa no México provém das forças de segurança e as autoridades atuam como cúmplices do crime organizado ao deixar de investigar e castigar os ataques mais graves contra a liberdade de expressão, adiantaram vários veículos mexicanos sobre o relatório "Silêncio Forçado: o Estado, cúmplice da violência contra a imprensa no México", que será lançado pela organização Artigo 19 na terça-feira, 20 de março, na Cidade do México.
Com mais de um milhão de seguidores, o jornal mexicano El Universal tem mais audiência no Twitter que qualquer outro jornal entre os 100 mais populares da América Latina, de acordo com um site que classifica jornais por sua popularidade.
O diretor adjunto de um jornal local mexicano denunciou ter sido detido por uma hora na prefeitura de San Blas, na tentativa de obrigá-lo a revelar a fonte de uma matéria, informou o Centro de Jornalismo e Ética Pública (Cepet, na sigla em espanhol).
Uma revista da fronteiriça cidade de Tijuana, México, denunciou que seus jornalistas receberam ameaças de morte na seção de comentários de seu site, de acordo com o Centro de Jornalismo e Ética Pública (CEPET, na sigla em espanhol).
Os senadores mexicanos aprovaram um projeto de lei para que as autoridades federais sejam competentes para investigar, perseguir e punir os crimes cometidos contra jornalistas ou qualquer ataque que afete o direito à informação, liberdade de expressão ou de imprensa, informou por meio de um comunicado o Senado da República.
Cinquenta veículos de imprensa mexicanos publicaram um comunicado para exigir das autoridades garantias para os jornalistas do semanário Zeta, que circula na fronteiriça cidade de Tijuana e recentemente recebeu ameaças de uma facção criminosa, informou a agência EFE.
Empresários de veículos audiovisuais do México apresentaram uma petição à Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) para que ela investigue e revise as sanções contra emissoras de rádio e televisão impostas pelas autoridades eleitorais do país, informou o jornal Milenio.
Um ex-procurador geral processou uma jornalista mexicana e uma editora por supostas calúnias publicadas no livro "Los Señores del Narco", informou Rádio Fórmula.
A jornalista mexicana Anabel Hernández foi premiada com a Pena de Ouro da Liberdade 2012, outorgado pela Associação Mundial de Jornais e Editores de Notícias (WAN-IFRA), por suas investigações sobre corrupção e abuso de poder no México, anunciou a própria organização nesta quinta-feira, 1º de março, em seu site.
Um jornalista de política foi agredido por desconhecidos no dia 23 de fevereiro na cidade de Mexicali, na fronteira com o estado americano da Califórnia, informou o Programa para la Libertad de Expresión (Libex).
Por Lise Olsen, membro do diretório de Repórteres e Editores Investigativos (IRE, na sigla em inglês) entre 2007 e 2011 e diretora do IRE-México entre 1996 e 1998. Vinte jornalistas ilustres se reuniram na Ciudad de México no último dia 18 de fevereiro para trocar informação e discutir de que modo a organização Repórteres e Editores Investigativos (IRE) pode continuar ajudando jornalistas que, sob pressão e, muitas vezes, sob grande risco pessoal, seguem fazendo jornalismo de investigação na fronteira entre Estados Unidos e México, com temas como as crianças vítimas da violência dos cartéis de dro