A jornalista venezuelana Nairobi Pinto apareceu sã e salva no dia 14 de abril pela madrugada após oito dias de sequestro, reportou Globovisión. Pinto foi libertada na cidade de Cúa, onde foi atendida pelo pessoal da Proteção Civil do município de Urdaneta antes de ser levada a Caracas.
Depois da desaparição da jornalista e chefe de correspondentes da Globovisión, Nairobi Pinto, jornalistas de vários canais e meios se uniram em uma campanha online pedindo a liberação de Pinto.
A organização de jornais colombianos Andiarios (Asociación Nacional de Diarios) mandou na terça-feira, 1º de abril, de Cartagena, 52 toneladas de papel para diários venezuelanos afetados pela falta de papel na Venezuela causada pelas dificuldades para adquirir as divisas necessárias para importar papel.
Três jornalistas deixaram a Globovisión em 28 de março em protesto pela censura do canal e a demissão de sua equipe de cinegrafistas e técnicos, que esperavam chegar a um acordo com a administração para renovar seus contratos de mais de nove anos, mas foram dispensados.
O diretor do jornal Tal Cual de Caracas, Teodoro Petkoff, solicitou na semana passada à Procuradoria Geral da República uma investigação contra Diosdado Cabello, presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, sua advogada Ytala Hernández Torres e Yurbis Sayago Ramos, notário de Chacao, por supostos crimes de falsificação de documentos públicos, peculato e favorecimento de funcionários públicos.
Para Marianela Balbi, diretora executiva do Instituto de Imprensa e Sociedade (IPYS) na Venezuela, a censura da imprensa e a proibição de transmitir ao vivo os protestos que agitam o país contra o governo do presidente Nicolas Maduro têm como objetivo evitar que mais pessoas se juntem às manifestações.
Jornalistas venezuelanos de diversos meios de comunicação se reuniram na Praça Madariaga (Caracas) no último domingo, 23 de março, para protestar contra a repressão de trabalhadores da imprensa por parte da Guarda Nacional.
O canal venezuelano Globovisión rompeu esta semana a aliança que mantinha com o grupo colombiano RCN Televisión. A razón da ruptura entre as emissoras não foi indicada, mas nos últimos dois meses se acentuaram as diferenças entre as linhas editoriais das duas empresas.
O presidente venezuelano Nicolás Maduro propôs em 18 de março durante seu novo programa de rádio e televisão a criação de um encontro de tuiteiros latino-americanos e caribenhos em Caracas, publicou a Venezolana de Televisión (VTV).
Uma associação de jornais colombianos quer enviar papel imprensa à Venezuela para adiar o fechamento dos jornais do país, que sofrem escassez do recurso, informou em 18 de março o presidente do jornal venezuelano El Nacional, Miguel Henrique Otero, segundo o El Universal.
Funcionários do canal venezuelano Cadena Capriles protestaram contra a censura do trabalho investigativo da jornalista Laura Weffer sobre protestos que ocorrem há mais de um mês no país. Na segunda-feira (17 de março), um dia depois da matéria ter sido censurada, a chefe de investigação, Tamoa Calzadilla, pediu demissão.
Em 12 de fevereiro, os violentos protestos em Caracas resultaram na morte de três pessoas. Algumas testemunhas enviaram vídeos e fotografias dos eventos ao jornal Últimas Noticias, que rapidamente publicou o material online. A gravação mostra forças policiais uniformizadas e pessoas com roupas de civis disparando contra manifestantes, uma versão dos fatos bastante distinta da apresentada pelos meios estatais.