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Diretora da UNESCO pede apuração do assassinato de jornalista no Amazonas

A Diretora-Geral da UNESCO, Irina Bokova, condenou o assassinato do jornalista brasileiro Valderlei Canuto Leandro, morto com oito tiros por homens não identificados no dia 1º de setembro, na cidade de Tabatinga, no estado do Amazonas, informou o site da organização neste domingo, 2 de outubro.

“Esse crime deve ser investigado e os seus autores devem ser levados à justiça. A impunidade nesses casos não deve ser tolerada, pois enfraquece a democracia e o Estado de Direito”, afirmou Bokova.

Apresentador do programa Sinal Verde na rádio bilíngue Frontera, no lado peruano da fronteira, o jornalista era conhecido por denunciar casos de corrupção na região, segundo a imprensa local. Segundo o Comitê para a Proteção dos Jornalistas, Canuto Leandro já havia denunciado ao Ministério Público supostas ameaças recebidas do prefeito de Tabatinga, Saul Beneguy.

Deputados do Amazonas solicitaram informações sobre as investigações do caso na sede da Secretaria de Segurança Pública (SSP), de acordo com o Portal do Holanda. A ONG Repórteres sem Fronteiras (RSF) criticou a "estagnação" na apuração do assassinato, com a "pressão política tradicionalmente forte das regiões do norte do Brasil".

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