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Jornalistas de emissora de TV hondurenha recebem ameaças de morte após cobrir incêndio em penitenciária

Três jornalistas de um canal de televisão local de Honduras receberam ameaças de morte pela cobertura que realizaram sobre o incêndio de uma prisão que causou a morte de 350 presos em 14 de fevereiro, na cidade de Comayagua, no centro do país, informou a organização Comitê pela Livre Expressão (C-Libre).

O jornalista Luis Rodríguez, o cinegrafista Javier Villalobos e o proprietário do canal Catedral TV, Juan Ramón Flores, receberam chamadas e mensagens de celular com a advertência: “se continuarem falando do incêndio, vamos atear fogo em vocês”, segundo narrou Flores ao site Conexihon.

Os vídeos da emissora de TV mostram imagens que provam que 90 minutos depois do início do incêndio as celas permaneciam fechadas, e entrevistas com os bombeiros revelaram que foram os moradores locais, e não os guardas prisionais, que alertaram os bombeiros, segundo C-Libre.

O apresentador de notícias e vice-presidente da C-Libre, Danilo Osmaro Castellanos, também recebeu ameaças contra ele e sua família após criticar a gestão de um alto funcionário do departamento de Copán, na fronteira com a Guatemala, repercutiu a própria organização.

Devido aos riscos enfrentados pelos jornalistas hondurenhos, uma delegação da Associação de Jornalistas da Guatemala (APG) visitou o país no último dia 16 de fevereiro para mostrar solidariedade com os comunicadores ameaçados de morte, informou o jornal La Tribuna.

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