Três jornalistas deixaram a Globovisión em 28 de março em protesto pela censura do canal e a demissão de sua equipe de cinegrafistas e técnicos, que esperavam chegar a um acordo com a administração para renovar seus contratos de mais de nove anos, mas foram dispensados.
Para Marianela Balbi, diretora executiva do Instituto de Imprensa e Sociedade (IPYS) na Venezuela, a censura da imprensa e a proibição de transmitir ao vivo os protestos que agitam o país contra o governo do presidente Nicolas Maduro têm como objetivo evitar que mais pessoas se juntem às manifestações.
Funcionários do canal venezuelano Cadena Capriles protestaram contra a censura do trabalho investigativo da jornalista Laura Weffer sobre protestos que ocorrem há mais de um mês no país. Na segunda-feira (17 de março), um dia depois da matéria ter sido censurada, a chefe de investigação, Tamoa Calzadilla, pediu demissão.
O governo de Nicolás Maduro continua reprimindo os veículos de notícias na Venezuela. Uma semana depois de cortar o sinal da emissora NTN24 enquanto transmitia ao vivo os protestos e de revogar a permissão de trabalho de jornalistas da CNN, o governo venezuelano, segundo confirmou o Twitter a BBC Mundo, está bloqueando as imagens publicadas no microblog no país. Logo depois de ter o sinal cortado, a NTN24 afirmou que sua conta de Twitter havia sido hackeada.
O estado de medo que avança no norte do México tem criado uma mídia silenciada que é menos disposta a denunciar o crime e assumir matérias investigativas, de acordo com um estudo recente da Universidade do Arizona.
O canal colombiano NTN 24, que transmite por cabo na Venezuela, foi tirado do ar depois de informar sobre as massivas marchas e protestos em todo o país em 12 de fevereiro. Segundo Caracol Radio, o governo venezuelano observou que a cadeia está desinformando sobre os fatos.
Até novembro deste ano já foram registrados 71 casos de censura a jornalistas e meios de comunicação na Venezuela, 87% a mais do que o mesmo período do ano passado, segundo diversas organizações venezuelanas defensoras da liberdade de expressão e do livre acesso à informação que discursaram em 31 de outubro sobre a situação venezuelana na Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) em seu 149° Período de Sessões.
A organização Repórteres Sem Fronteiras, RSF, condenou as “tentativas de intimidação e de censura” contra jornalistas dos meios comunitários indígenas durante a mobilização nacional destes povos na Colômbia, publicou em seu portal.
O governo cubano contratou novos editores para seus dois principais jornais, Granma e Juventud Rebelde, como parte de um chamado processo de “renovação” para melhorar a imprensa oficial do país, segundo a BBC.
Atualização 18/10/2013: A organização Repórteres Sem Fronteiras informou que três jornalistas, juntamente com Denis Noa Martinez e Pablo Morales Marchan, os correspondentes de agências independentes conversa com jornalistas que foram presos no domingo, foram liberados a 14 de outubro.
A criação de um novo órgão de inteligência na Venezuela que tem, entre outros poderes, a capacidade para declarar qualquer informação como “reservada” ou “confidencial” gerou preocupação entre diferentes organizações nacionais e internacionais, de acordo com diferentes veículos de comunicação.
Das 124.394 solicitações realizadas em 18 meses de Lei de Acesso à Informação (LAI), 5,15% são de jornalistas, que lideram o perfil de solicitantes, segundo Jorge Hage, chefe da Controladoria Geral da União (CGU).