Com seis países sem imprensa livre e três entre os mais impunes em crimes contra jornalistas do mundo, a América Latina enfrenta seu pior cenário de liberdade de imprensa desde 1989.
As autoridades policiais do estado nortenho de Coahuila, México, confirmaram que já iniciaram as buscas pelo jornalista Gerardo Padilla Blanquet, reportado como desaparecido desde terça, 30 de abril 2013, na cidade de Saltillo.
Ao menos sete trabalhadores de diferentes meios de comunicação foram feridos por tiros de balas de borracha e golpes da Polícia Metropolitana de Buenos Aires, Argentina, que tentava reprimir uma manifestação na última sexta-feira, 26 de abril 2013.
Em carta aberta, organizações internacionais alertaram o presidente do México, Enrique Peña Nieto, para um possível plano para sequestrar um jornalista do estado de Veracruz. No documento, o Instituto Internacional de Imprensa (IPI) e a Associação Mundial de Editores de Notícias (WAN-IFRA) pediram às autoridades mexicanas que investigassem imediatamento o caso e tomassem as medidas necessárias para garantir a segurança do profissional.
Nesta quinta-feira (25/4), um jornalista foi morto a tiros por homens armados no norte do Paraguai, no trajeto da cidade de Pedro Juan Caballero até a capital Assunção, onde receberia cuidados médicos, de acordo com o jornal ABC Color.
Diante da possiblidade de que os assassinatos de outros três jornalistas colombianos prescrevam este ano, a Assembleia da Fundação para a Liberdade de Imprensa, FLIP na sigla em espanhol, exigiu que a Procuradoria Geral da República tome todas as medidas necessárias para evitar esta situação, informou a organização em um comunicado.
Nesta sexta-feira, 19 de abril, o chefe da Polícia Civil de Minas Gerais confirmou a participação de policiais nos assassinatos de dois jornalistas em Vale do Aço, de acordo com o portal R7. Entre os investigados pela participação nos crimes estão policiais civis e militares.
Um repórter de polícia que atua no perigoso estado de Veracruz, no México, está desaparecido há mais de 60 dias, denunciou a Repórteres Sem Fronteiras (RSF).
Um fotojornalista foi executado a tiros no fim da noite de domingo, 14 de abril, na cidade de Coronel Fabriciano, interior de Minas Gerais, de acordo com o Estado de Minas. Walgney Assis Carvalho, 43 anos, era freelancer do Jornal Vale do Aço, mesmo veículo em que trabalhava o repórter Rodrigo Neto, assassinado há 37 dias na mesma região de Minas. Ambos atuavam na cobertura policial e eram conhecidos por denunciar crimes envolvendo policiais. Com o episódio, sobe para quatro o número de jornalistas brasileiros assassinados apenas neste início de 2013.
A Justiça mexicana condenou a 38 anos e dois meses de prisão o homem que confessou ter assassinado a jornalista Regina Martínez Pérez em 2012, informou o diário El Universal. Jorge Antonio Hernández, ‘El Silva’, também deverá pagar uma indenização à família da repórter.
O jornalista da Guatemala Luis Alberto Lemus Ruano foiassassinado a tiros no domingo 7 de abril no estado de Jutiapa, perto da fronteira com El Salvador, segundo o Centro de Reportes Informativos sobre Guatemala (Cerigua).
No texto abaixo escrito para o Centro Knight para o Jornalismo nas Américas, Anabel Hernández descreve os efeitos e consequências de suas investigações em sua vida -- e nas vidas de seus familiares e fontes.