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Gangues criminosas são a nova ameaça para a imprensa na Colômbia, segundo o CPJ

Apesar da redução da violência na Colômbia, os grupos armados do país continuam sendo uma das maiores ameaças para a imprensa do país. Aos antigos grupos guerrilheiros se soma o poder das chamadas gangues criminosas ou Bacrim (na sigla em espanhol) que se formaram após a entrega de armas do grupo paramilitar Autodefensas Unidas de Colombia, Auc.

Em um de seus últimos informes, o Comitê para a Proteção dos Jornalistas, CPJ, destacou que as Bacrim estão se tornando a nova ameaça para a imprensa, especialmente nas regiões mais distantes da capital, onde seu poder permeia a política e as forças regulares, como a Polícia.

Em seu informe, CPJ enfatizou alguns municípios do departamento de Antioquia (noroeste do país) um dos mais afetados por estas gangues que se dedicam a traficar droga. Por esta razão, quando um jornalista busca reportar sobre esta relação pode significar uma sentença de morte. Os jornalistas podem relatar os acontecimentos, mas não explicar suas razões.

Esta situação lembra a petição feita no início do ano pela Associação de Jornalismo de Antioquia, APA, de proteção para alguns jornalistas que haviam sido ameaçados por gangues criminais que disputam o controle de drogas na região. Isto se soma aos ataques que a imprensa colombiana enfrentou em maio em diferentes regiões do país.

 

Nota do editor: Essa história foi publicada originalmente no blog de jornalismo nas Américas do Centro Knight, o predecessor do LatAm Journalism Review.

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