Num dos momentos talvez mais críticos para o jornalismo em El Salvador, a aprovação da Lei de Proteção a Jornalistas parece cada vez mais distante. O projeto pretende ser muito abrangente, incluindo desde direitos trabalhistas até os diferentes tipos de violência sofridos por jornalistas, incluindo uma perspectiva de gênero para os problemas que afetam as mulheres jornalistas.
O relatório da UNESCO conduziu mais de 900 entrevistas com mulheres jornalistas de 125 países. A maioria dos jornalistas contatados disse ter recebido ataques baseados em desinformação que buscavam desacreditá-los pessoal e profissionalmente.
Depois de receber duas ameaças de morte nas redes sociais nos últimos seis meses, a jornalista investigativa peruana Paola Ugaz soube recentemente que o Ministério Público não abrirá uma investigação em nenhum dos casos.
No Paraguai, 19 jornalistas foram assassinados nos últimos 30 anos, mas poucos casos foram esclarecidos. Mesa para a Segurança de Jornalistas do Paraguai cobra medidas efetivas de proteção e prevenção de crimes contra jornalistas.
Recentemente, uma investigação realizada por uma coalizão de organizações internacionais de direitos humanos revelou várias pistas sobre o crime e listou diretrizes urgentes para a justiça mexicana reabrir o caso.
Durante a audiência histórica perante a Corte Interamericana de Direitos Humanos no caso de sequestro, tortura e violência sexual contra a jornalista colombiana Jineth Bedoya Lima, o Estado colombiano a abandonou por "falta de garantia".
Em sua missão de documentar os acontecimentos, muitos fotojornalistas latino-americanos sofrem ataques ou prisões por parte da polícia.
Autoridades concedem garantias de proteção ao fotógrafo peruano Iván Orbegoso, após receber ameaças de morte após publicar uma fotografia na qual mostra um policial atirando frontalmente durante uma manifestação.
Dois relatórios de organizações de defesa da liberdade de imprensa concluem que o ano de 2020 foi o mais perigoso para o jornalismo profissional na história recente do Brasil. Apesar das metodologias diferentes, nos dois levantamentos, o presidente Jair Bolsonaro, seus filhos, ministros e a própria Secretaria de Comunicação da Presidência aparecem como as principais fontes dos ataques.
Num momento de piora da liberdade de imprensa no Brasil, pelo menos 15 projetos de lei buscam proteger profissionais de imprensa de ataques e agressões. Entre eles, há propostas para considerar como hediondos crimes contra jornalistas, federalizar a investigação destes crimes, agravar penas de lesão corporal e homicídios e até mesmo tipificar como crime a hostilização a profissionais de imprensa.
O governo de Daniel Ortega aumenta a repressão contra a imprensa crítica por meio da polícia e do sistema judicial
Em uma ação celebrada por jornalistas e defensores da liberdade de imprensa, as autoridades mexicanas anunciaram a prisão de um ex-prefeito no assassinato da jornalista Miroslava Breach em 2017.