Dois ex-paramilitares foram condenados a um total de 70 anos de prisão pelo sequestro, a tortura e a violência sexual cometidos contra a jornalista colombiana Jineth Bedoya Lima, ocorridos há quase 20 anos.
Telésforo Santiago Enríquez, fundador da estação de rádio comunitária indígena Estéreo Cafetal, foi assassinado em 2 de maio no estado de Oaxaca, no México.
Juan Javier Ortega Reyes e Paúl Rivas Bravo, do jornal El Comercio, do Equador, mortos em abril de 2018, estão entre os 21 profissionais de imprensa cujos nomes serão adicionados ao Memorial dos Jornalistas no Newseum em Washington, D.C.
Pelo menos três meios de comunicação foram retirados do ar e 14 jornalistas foram atingidos por balas de chumbinho, agredidos fisicamente ou sofreram outras agressões enquanto realizavam seu trabalho em um dia tenso na Venezuela
Entre 1995 e 2018, 64 comunicadores – jornalistas, radialistas e blogueiros – foram assassinados no Brasil em razão de sua profissão. Metade destes casos tiveram os responsáveis identificados e denúncia apresentada pelo Ministério Público (MP) à Justiça.
Com pouco mais de quatro meses no poder, o presidente do México, Andrés Manuel López Obrador, implementou uma estratégia de assédio e desqualificação contra os meios de comunicação que está causando uma polarização da imprensa do país, de acordo com os jornalistas Salvador Camarena e Daniel Moreno.
A Fundação pela Liberdade de Imprensa (FLIP) denunciou o que considerou assédio judicial contra o jornalista e colunista colombiano Daniel Coronell pelo ex-presidente e atual senador Álvaro Uribe Vélez.
Em menos de quatro dias, dois jornalistas brasileiros receberam ameaças de morte por meio das redes sociais após publicarem reportagens críticas às Forças Armadas do país, do passado e do presente.
No Brasil, um dos dez países com maior índice de impunidade em crimes contra jornalistas em todo o mundo, três projetos de lei em tramitação no Congresso propõem endurecer o tratamento penal de autores de violência contra jornalistas e profissionais de imprensa.
"Fazer jornalismo investigativo na América Latina e em outros lugares do mundo tem duas partes: a primeira parte é sobre a própria investigação com todos os seus grandes desafios e a segunda parte, sobre a qual não se fala muito, é a defesa da investigação, e essa é quase tão complexa ou às vezes mais do que a própria investigação", disse o jornalista investigativo peruano Gustavo Gorriti ao Centro Knight.
Jornalistas e meios de comunicação de países que vivenciaram processos eleitorais como México, Brasil, Venezuela, Paraguai, Colômbia e El Salvador enfrentaram diversas situações de violência e censura em 2018.
Um jornalista mexicano que está sob proteção federal sobreviveu a um ataque a tiros no Estado de Oaxaca.