No primeiro mês de 2022, a América Latina assumiu a liderança como a região mais mortífera para a imprensa, registrando sete jornalistas mortos: quatro no México, dois no Haiti e um em Honduras.
Em 2021, foram registrados 702 casos de abuso de poder e violência contra a imprensa pelo regime de Daniel Ortega, quase o dobro dos 360 relatados em 2020. Os ataques a meios de comunicação independentes estão na liderança, com 469 casos relatados.
A América Latina e o Caribe registraram 123 homicídios de jornalistas nos últimos cinco anos. O México é o país com o maior número de jornalistas assassinados na região e no mundo, com 61 casos, segundo relatório da Unesco
A Corte Interamericana de Direitos Humanos considerou o Estado colombiano responsável pela violação de vários direitos da jornalista Jineth Bedoya Lima pelo sequestro, tortura e violência sexual de que ela foi vítima em 25 de maio de 2000
Um estudo publicado recentemente revelou como jornalistas no Brasil e no México lidam com o estresse resultante de experiências de risco na profissão, e como estas vivências estão conectadas a questões estruturais que afetam o campo de trabalho do jornalismo.
Um estudo apontou que os jornalistas na América Latina são mais atacados por suas opiniões políticas no Twitter do que por seu trabalho e 68% deles, após as agressões online, restringiram a frequência das suas publicações, se retiraram temporariamente dessa rede social ou deixaram de publicar sobre temas sensíveis.
Uma decisão do Supremo Tribunal Federal do Brasil reconheceu o direito à indenização de um fotojornalista que ficou cego após ser atingido por uma bala de borracha há 21 anos. A sentença potencialmente abre as portas para que outros jornalistas feridos em situações semelhantes também tenham reconhecido o seu direito.
Em parte, disparada dos casos pode ser atribuída à repressão de uma manifestação em 27 de janeiro, mas jornalistas e organizações do país acreditam que os ataques à imprensa são parte de uma escalada mais ampla de agressões
Os 34 jornalistas criaram uma base de dados de casos de violência contra eleitores, políticos, candidatos, imprensa e também contra pessoas que trabalhavam na organização das eleições, como funcionários, fiscais e mesários.
Relatórios especiais mostram o México não apenas como o país mais letal da América Latina para jornalistas, mas também como líder mundial nessa indesejável categoria. Junto com o Brasil, é também um dos piores países do mundo a conseguir condenações contra assassinos de jornalistas.
A jornalista peruana Paola Ugaz enfrenta um novo processo por difamação agravada. Este é o incidente jurídico mais recente da jornalista em conexão com sua investigação jornalística sobre o Sodalício da Vida Cristã.
A La Costeñísima é um exemplo de como a imprensa independente tenta sobreviver no país diante da perseguição do regime autoritário do presidente Daniel Ortega