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Violência contra jornalistas

A camera, a newspaper and a microphone lay on the floor with a crime scene in the background.

Com dois jornalistas assassinados em uma semana e sete até agora neste ano, imprensa no México clama por justiça e proteção

Os assassinatos de Nelson Matus e Luis Martín Sánchez, ocorridos neste mês, elevam para sete o número de jornalistas assassinados no México até agora em 2023, o que provocou a condenação de organizações de todo o mundo. Em Guerrero, o segundo estado mexicano mais perigoso para o jornalismo, grupos de jornalistas acusam a impunidade e exigem segurança.

Rede ‘Tecidos Solidários’ dá apoio crucial a famílias de jornalistas assassinados e desaparecidos no México

Para enfrentar a violência implacável e as ameaças contra jornalistas no México, a ONG de direitos humanos Propuesta Cívica criou a rede Tejidos Solidarios. Esta iniciativa emprega uma metodologia única para fornecer apoio psicoemocional e jurídico às famílias de jornalistas assassinados e desaparecidos. Além disso, protege a memória daqueles que dedicaram suas vidas ao trabalho de investigar e relatar.

Como jornalistas de 10 países investigaram o crime organizado na Amazônia em memória de Dom Phillips e Bruno Pereira

O Projeto Bruno e Dom, liderado pela organização francesa Forbidden Stories, reuniu mais de 50 profissionais de 16 meios jornalísticos para continuar o trabalho do jornalista britânico Dom Phillips, que acompanhava o indigenista brasileiro Bruno Pereira quando os dois foram assassinados em junho de 2022. A LatAm Journalism Review (LJR) conversou com alguns dos jornalistas envolvidos nesse esforço colaborativo.

hand with pen tied to a rope, depicting the idea of freedom of the press

2022 foi o ano mais violento para a imprensa na América Latina, mostra relatório da Voces del Sur; Repórteres Sem Fronteiras também aponta deterioração

No âmbito do Dia Mundial da Liberdade de Imprensa, as organizações Voces Del Sur e Repórteres Sem Fronteiras apresentam relatórios anuais sobre violações da liberdade de expressão, liberdade de imprensa e acesso à informação na América Latina. 2022 foi um ano violento na região, com 31 assassinatos e quase 2 mil ataques contra jornalistas.

woman standing and looking at the camera

Ameaças do crime organizado e inação do poder público no Equador motivam exílio de jornalistas

A saída de duas pessoas jornalistas do Equador após receberem ameaças de morte é a evidência mais recente do aumento da insegurança para esses profissionais no país. No exílio, Karol Noroña falou à LatAm Journalism Review (LJR) sobre o contexto, documentado por organizações da sociedade civil, de fortalecimento do crime organizado e inação do Estado para proteger jornalistas.

Cover pages of newspapers from the North of Mexico with a map of the U.S.-Mexico border as a background.

Mulheres repórteres do norte do México contam como fazem jornalismo investigativo em meio a violência e precariedade no trabalho

No painel "Como investigar a corrupção no norte do México", parte do festival "Contra el Olvido" (“Contra o esquecimento”), no estado de Tamaulipas, as jornalistas Melva Frutos, Ana Victoria Félix, Priscila Cárdenas e Shalma Castillo contaram como enfrentam ameaças, falta de recursos e indiferença da sociedade em seu esforço por fazer reportagens investigativas sobre insegurança e corrupção.

Young woman journalist with long black hair points a camera to a fence covered with protest signs in Peru

Assédio judicial contra jornalistas feministas: dois casos atuais na América Latina

As jornalistas Catalina Ruiz-Navarro, da Colômbia, e Graciela Tiburcio Loayza, do Peru, falam sobre o assédio judicial de que são alvo por exercer sua profissão, e que se apresenta como uma consequência por tornar públicar denúncias de abuso e assédio sexual contra homens com poder.

A man speaks before the Mexican Senate, seated in a semi-circle, with the Mexican flag front left

Lei Modelo para a Proteção de Jornalistas: uma proposta sul-americana para o mundo

Diante dos desafios e da crescente violência contra jornalistas na América Latina, dois jornalistas sul-americanos estão promovendo uma Lei Modelo que possa ser aplicada em todo o mundo. Até agora, o Chile é o país que tem feito mais progressos neste sentido. Em 6 de março de 2023, a Comissão de Cultura, Artes e Comunicações […]

Two covers of the Paraguayan newspaper ABC Color over a background with the Paraguayan flag.

Com 21 jornalistas assassinados em 30 anos e o crime cerceando a liberdade de expressão, ONGs paraguaias elaboram projeto de lei para proteger jornalistas

Diante do avanço do crime organizado sobre as instituições paraguaias e da impunidade quase total nos casos de jornalistas assassinados, organizações de liberdade de expressão no país apresentarão em abril um projeto de lei que contempla a criação de mecanismos de proteção individual, coletiva e psicossocial para membros da imprensa.

Illustration of the Colombian flag (5 in a row in background) with a journalist's tools, including a microphone, a notebook and a video camera in the foreground.

Violência contra a imprensa na Colômbia em 2022: pouco progresso em meio a ataques de grupos armados e de funcionários públicos

Mais de 200 ameaças e dois assassinatos de jornalistas foram registrados pela Fundação para a Liberdade de Imprensa (FLIP) da Colômbia em 2022. Como parte do Dia do Jornalista no país, em 9 de fevereiro, a FLIP publicou seu relatório anual, que mostra que a violência contra a imprensa não mudou: pouco progresso para uma imprensa atacada por grupos armados e funcionários públicos.

Crime scene investigator and judge

Maior compromisso dos Estados e apoio da sociedade: pontos-chave para frear o aumento dos assassinatos de jornalistas

Depois do ano que terminou com o maior número de jornalistas assassinados nos últimos cinco anos, a preocupação e as perguntas tomaram conta das organizações de liberdade de imprensa. Para especialistas, enquanto não houver uma política abrangente voltada para a prevenção, a proteção e a repressão de crimes contra jornalistas, é improvável que a situação mude. Mas também é necessário o apoio da sociedade: é preciso que ela entenda e defenda a liberdade de imprensa como um direito coletivo.

Journalists attending press conference in Brazil's Justice Ministry

Governo brasileiro atende a demanda de organizações de defesa da liberdade de imprensa e cria Observatório Nacional da Violência contra Jornalistas

O governo brasileiro anunciou a criação do Observatório Nacional da Violência contra Jornalistas, uma demanda de organizações de defesa da liberdade de imprensa e dos jornalistas. O secretário nacional de Justiça, Augusto de Arruda Botelho, falou à LatAm Journalism Review (LJR) que criação do novo órgão foi motivada pela “escalada de violência” contra jornalistas no país. Disposição do novo governo ao diálogo e à defesa da classe jornalística contrasta com a postura do governo de Jair Bolsonaro, um dos principais instigadores da violência contra a categoria no país.